O desafio, no entanto, começa logo nos primeiros meses do ano. Janeiro e fevereiro costumam concentrar um volume maior de despesas extras, que se somam aos gastos fixos do dia a dia, como aluguel, alimentação e conta de luz. Entre os principais vilões do orçamento estão os impostos como IPTU e IPVA, além de despesas sazonais, como material e matrículas escolares.
“Sem planejamento, esse período pode comprometer justamente a meta anual de economizar e sem acumular dívidas. Para atravessar esse momento com mais tranquilidade, a recomendação é organizar bem as finanças antes de assumir novos compromissos”, sugere Camila Poltronieri Flaquer, Head de Cobrança Digital da Recovery, empresa do Grupo Itaú e líder na compra e gestão de créditos inadimplentes no Brasil,
O primeiro passo é mapear todas as despesas, separando gastos fixos, variáveis e extraordinários. A partir disso, é possível definir prioridades, cortar excessos e estabelecer um valor realista para poupar mensalmente, mesmo que seja pequeno.
Outra estratégia importante é evitar o uso de crédito, especialmente em parcelas longas que avançam pelo ano todo. Sempre que possível, pagar contas à vista — ou negociar descontos e parcelamentos sem juros — ajuda a manter o controle do orçamento e reduz o risco de endividamento. Assim, economizar deixa de ser apenas uma intenção para se tornar um hábito sustentável, capaz de viabilizar sonhos ao longo de 2026 sem comprometer a saúde financeira.
Veja a seguir algumas dicas práticas de Camila, da Recovery, para ter saúde financeira em 2026:
- Crie o hábito de guardar dinheiro
Cultivar o hábito de economizar é fundamental para evitar novos endividamentos e trazer mais tranquilidade financeira. O ideal é separar esse valor logo no início do mês, assim que o salário cai na conta, para evitar a sensação de escassez ao longo das semanas.Tente reservar uma parte do seu salário mensalmente para uma poupança, conta remunerada ou fundo de emergência.
Mesmo que seja uma quantia pequena, a consistência é a chave para construir segurança financeira ao longo do tempo.
- Priorize despesas fixas elevadas no planejamento anual
Despesas como financiamento de imóveis e veículos, além de impostos obrigatórios como IPTU e IPVA, precisam ser analisadas de forma conjunta no planejamento financeiro. Esses compromissos têm valores elevados, prazos longos e impacto direto no orçamento mensal, exigindo atenção contínua.
No caso dos impostos, é importante avaliar se o pagamento à vista, geralmente com desconto, é viável sem comprometer a renda mensal. Quando isso não for possível, o parcelamento sem juros pode ser a melhor alternativa, desde que as parcelas caibam no orçamento ao longo do ano.
Já financiamentos exigem uma análise cuidadosa do valor das parcelas, do prazo total de pagamento e do quanto esses compromissos reduzem a margem para outras despesas e imprevistos.
- Anote todos os gastos
Registrar todos os gastos, seja em um caderno, aplicativo ou planilha, ajuda a ter clareza sobre para onde o dinheiro está indo. Muitas despesas passam despercebidas no dia a dia e, somadas, fazem grande diferença no orçamento.
Ao visualizar esses números, fica mais fácil identificar excessos, ajustar hábitos e organizar melhor as finanças. Esse controle é a base para qualquer planejamento financeiro eficiente.