Após um 2025 marcado por mudanças administrativas, aumento da judicialização e maior rigor na análise documental, o cenário da cidadania italiana começa 2026 com sinais de reequilíbrio e, para muitos especialistas, com uma janela estratégica que não deve ser desperdiçada.
Entre os fatores que sustentam esse otimismo está a audiência marcada para o início de março, na Itália, que irá deliberar sobre a constitucionalidade das alterações legais implementadas no ano passado e que impactaram diretamente processos de reconhecimento de cidadania por descendência. A expectativa é de que o Judiciário italiano avalie os limites dessas restrições frente a direitos historicamente consolidados.
Se em 2025 muitos requerentes enfrentaram atrasos, indeferimentos e exigências adicionais, 2026 tende a consolidar uma nova fase: processos mais técnicos, mas também mais previsíveis para quem se antecipa.
Entre os principais movimentos observados no último ano estiveram a redução de vagas consulares, o aumento do tempo médio de espera para agendamentos e a migração de um volume crescente de pedidos para a via judicial, tendência que deve se manter, ao menos no primeiro semestre de 2026.
Documentação deixa de ser detalhe e vira diferencial
Se há algo que não deve mudar, independentemente do cenário jurídico, é o nível de exigência documental. Divergências em nomes, datas, traduções imprecisas ou certidões inconsistentes, que antes passavam despercebidas, hoje estão entre as principais causas de exigências e atrasos.
Organização prévia de toda a linha documental, antes mesmo da definição da via (consular, administrativa ou judicial);
Revisão técnica de certidões antigas, com foco em inconsistências históricas;
Traduções juramentadas realizadas por profissionais com domínio do vocabulário jurídico italiano;
Monitoramento constante das decisões judiciais e mudanças administrativas.