Trabalhadores permanecem na porta da fábrica mobilizados desde a última segunda-feira (10), após a empresa novamente não realizar o pagamento dos salários dentro do prazo legal.
A produção está paralisada e, desde então, os trabalhadores permanecem em frente à fábrica, cobrando o pagamento dos salários e demais direitos em atraso.
A situação não é nova, desde 2023, a Coteminas vem atrasando salários e deixando de cumprir obrigações trabalhistas, o que já levou o Sindicato a realizar diversas mobilizações na porta da fábrica. Somente em 2026, esta já é a sexta paralisação motivada pelo não pagamento dos salários dentro do prazo legal, que deve ocorrer até o quinto dia útil.
Em 2024, a empresa entrou com pedido de recuperação judicial. Antes disso, demitiu centenas de trabalhadores e trabalhadoras sem quitar verbas rescisórias, FGTS e outros direitos. Parte desses valores só começou a ser paga após fortes mobilizações organizadas pelo Sintrafite em Blumenau e também em São Paulo, em frente à FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), então presidida por Josué Gomes, proprietário da Coteminas.