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Levantamento com quase 1 milhão de trabalhadores revela que auge salarial no Brasil ocorre entre 46 e 55 anos
Por Administrador
Publicado em 05/08/2026 16:26
Novidades

Profissionais brasileiros atingem o maior nível médio de remuneração entre os 46 e 55 anos, quando recebem, em média, R$ 5.512 por mês. Apesar disso, são os trabalhadores mais jovens que registram os maiores reajustes salariais. Entre os profissionais de até 25 anos, o crescimento médio anual da remuneração chega a 10,6%, enquanto, entre aqueles com mais de 56 anos, o índice é de 5,5%.

 

Os dados fazem parte de um levantamento realizado pela Senior Sistemas com base em uma amostra com informações salariais de mais de 956 mil colaboradores, distribuídos por 27 estados brasileiros e mais de 80 atividades econômicas (CNAEs). A análise utiliza informações integradas à folha de pagamento de empresas que utilizam as soluções de gestão de pessoas da companhia, que atualmente administra mais de 16 milhões de vidas.

 

O levantamento aponta que o salário médio atual no Brasil é de R$ 4.704, ante R$ 4.290 registrados há 12 meses, o que representa um reajuste médio de 8,3%. A pesquisa também mostra que os maiores salários permanecem concentrados entre profissionais mais experientes, enquanto as novas gerações registram maior velocidade de crescimento salarial.

 

Outro retrato revelado pelo estudo é a diferença de remuneração entre homens e mulheres. Na base analisada, composta por 523.114 homens e 433.112 mulheres, o salário médio masculino é de R$ 5.044, enquanto o feminino chega a R$ 4.319, o que representa uma diferença média de 16,8%. Regionalmente, essa distância varia de 11,9% no Nordeste a 18,9% no Sul. O levantamento também aponta diferenças regionais de remuneração, com o Sudeste registrando o maior salário médio do país,  de R$ 5.535, e o Nordeste, o menor, de R$ 3.539.

 

O cenário ajuda a traçar um panorama atual de remuneração no país, diante da entrada em vigor da Lei nº 14.611/2023, que reforçou a necessidade de políticas de remuneração mais transparentes e da promoção da igualdade salarial entre homens e mulheres. Somam-se a esse contexto os desafios de contratar profissionais qualificados, reduzir a rotatividade e manter estruturas salariais competitivas.

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